
Foto: Ricardo Ribeiro – AEN-PR
O Governo do Estado do Paraná deu um passo decisivo na valorização do cuidado doméstico com o lançamento do programa Bolsa Cuidador Familiar. A iniciativa, que ainda opera em fase piloto, oferece um suporte financeiro de R$ 810,50 (equivalente a meio salário mínimo) para parentes que dedicam suas vidas ao atendimento integral de idosos em situação de dependência.
Os pagamentos, iniciados em dezembro de 2025, buscam aliviar a sobrecarga financeira de famílias que, muitas vezes, precisam abrir mão de empregos formais para garantir a dignidade de seus entes queridos.
Impacto Local em Marialva
No município de Marialva, o programa já apresenta resultados práticos. Atualmente, 15 cuidadores locais são contemplados pelo benefício. A adesão ocorreu de forma gradual: 13 famílias ingressaram logo no início do projeto, em dezembro, e outras duas passaram a receber o auxílio em janeiro de 2026.
Perfil do Cuidado no Estado
Em todo o Paraná, 141 pessoas já estão inseridas no programa. Os dados revelam uma marca social importante: a predominância feminina no cuidado. Das pessoas beneficiadas, 110 são mulheres e 31 são homens.
A expectativa é que, após este período de testes em 20 municípios selecionados, o programa seja expandido para outras regiões conforme o mapeamento das demandas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família.
Critérios para Habilitação
Para garantir que o recurso chegue a quem mais precisa, o Governo estabeleceu critérios rigorosos de elegibilidade:
Para o Cuidador:
- Ter idade mínima de 18 anos.
- Residir obrigatoriamente no mesmo domicílio que o idoso.
- Estar com os dados atualizados no CadÚnico.
- Possuir renda familiar per capita de até um salário mínimo (R$ 1.621,00).
Para a Pessoa Idosa:
- Apresentar fragilidade clínico-funcional comprovada e registrada no SIPI/SESA.
- Estar inscrita no CadÚnico.
- Não residir em asilos ou Instituições de Longa Permanência (ILPIs).
“O Bolsa Cuidador Familiar não é apenas um auxílio financeiro; é o reconhecimento do Estado de que o cuidado domiciliar é um pilar essencial da rede de proteção social”, destaca a diretriz do programa.